Metodologia dos dados
Esta página descreve, com detalhe suficiente para alguém reproduzir, de onde vêm os números do CréditoNews. Publicamos a metodologia porque um número sem procedência não vale nada — e porque queremos ser conferidos.
A fonte
Os dados de taxa vêm da API Olinda do Banco Central do Brasil, no conjunto TaxasJurosDiariaPorInicioPeriodo, que é a mesma base do ranking público de taxas de juros do BCB. Consultamos apenas o segmento pessoa física.
O Banco Central publica, por semana e por modalidade, a taxa média que cada instituição praticou. Ou seja: a granularidade que usamos não é “a taxa do mercado”, é “a taxa de cada banco” — e é isso que permite mostrar a faixa em vez da média.
O que coletamos
Sete modalidades, escolhidas por serem as que aparecem na vida de quem lê:
| Modalidade | Como aparece no BCB |
|---|---|
| Cartão — rotativo | Cartão de crédito — rotativo total — Prefixado |
| Cartão — parcelado | Cartão de crédito — parcelado — Prefixado |
| Cheque especial | Cheque especial — Prefixado |
| Crédito pessoal | Crédito pessoal não consignado — Prefixado |
| Consignado — INSS | Crédito pessoal consignado INSS — Prefixado |
| Consignado — CLT | Crédito pessoal consignado privado — Prefixado |
| Consignado — servidor | Crédito pessoal consignado público — Prefixado |
Como calculamos
Para cada modalidade, pegamos a lista completa de instituições daquela semana e guardamos quatro coisas: a menor taxa, a mediana, a maior e quantas instituições entraram na conta.
Usamos mediana e não média de propósito. A média é puxada por extremos — uma financeira cobrando 25% ao mês desloca a média de um grupo inteiro. A mediana responde a pergunta que interessa: qual é a taxa do meio, a que metade do mercado pratica abaixo e metade acima.
O gráfico da página inicial usa escala única para todas as modalidades. Normalizar cada linha pela própria faixa deixaria o consignado do INSS visualmente tão “largo” quanto o rotativo — bonito e falso. Com escala compartilhada, a distância entre eles aparece do jeito que é.
Com que frequência
A coleta roda uma vez por semana e substitui o conjunto inteiro. O Banco Central publica com algumas semanas de defasagem, então a data que aparece no site é a da semana apurada pelo BCB, não a do dia em que você lê. Ela vem impressa em todo bloco, justamente para não confundir as duas.
O que fazemos quando a coleta falha
Se a API do Banco Central estiver fora do ar ou mudar de contrato, o dado anterior permanece com a data antiga. Mostrar taxa da semana passada com a data da semana passada é correto; mostrar página sem taxa nenhuma porque a API piscou não é. Falha de uma modalidade também preserva a anterior, em vez de apagar meia dúzia de páginas.
Passadas três semanas sem atualização, a página deixa de ser discreta e avisa, dentro do próprio bloco, que os valores não estão sendo atualizados. Dado velho exibido como se fosse de hoje deixa de ser informação datada e vira alegação errada.
Limitações que você deve conhecer
- São taxas médias por instituição, não a taxa que você vai receber. A sua depende de renda, histórico, relacionamento e negociação.
- Só entram instituições que reportam ao Banco Central. O número de instituições por modalidade varia de semana para semana, e nós o publicamos justamente por isso.
- A taxa de juros não é o custo total. Tarifas, seguros embutidos e IOF entram no CET, que é o número a comparar na hora de contratar.
- Modalidades diferentes não são substitutas perfeitas. Consignado é mais barato porque é descontado na folha, o que transfere risco para você em outra dimensão.
Como conferir
Todos os números são públicos. O ranking de taxas por instituição do Banco Central está em bcb.gov.br/estatisticas/reporttxjuros, e cada bloco de taxa no site traz a semana apurada e o número de instituições para você cruzar. Se encontrar divergência, escreva pela página de contato: corrigimos e registramos a data.